30/11/09

Tributo a Jorge Rehder

Fonte: Doxa Brasil
http://doxabrasil.blogspot.com/

23/11/09

Pastor é expulso de Vigário Geral por traficantes

POR PAULA SARAPU

Rio - Quando chegou à Favela de Vigário Geral, há dois anos, para trabalhar com evangelização na Igreja Pentecostal Deus é Amor, na comunidade, o pastor Odilon Calixto da Cunha, 32 anos, não imaginava que sua vida a partir dali se transformaria num inferno. Perseguido por traficantes, que não aceitavam o fato de ele não colaborar com o crime, o pastor e sua família foram expulsos da favela no domingo.

Depois de passar a noite com a mulher e os seis filhos sob a marquise de um supermercado em Duque de Caxias, o pastor procurou a 38ª DP (Brás de Pina). Na terça-feira, policiais foram à comunidade para que Odilon pudesse recuperar seus pertences. A casa de dois andares, tinha virado um dos ‘quartéis’ do bando: havia drogas, munição de fuzil e pistola, roupas camufladas e até uma granada abandonada pelos traficantes, que fugiram.


Pastor consegue reunir poucos pertences deixados na sua casa Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

“Sei que não poderia ter este sentimento de revolta, mas quando meu caçula de dois anos me abraçou, sentindo frio, deitado na calçada, não pude querer outra coisa senão que todos eles sejam presos e paguem pela humilhação que nos fizeram passar. Foi muita covardia mandar minha mulher e meus filhos saírem de casa só com a roupa do corpo, sem poder almoçar a comida que estava no fogão. Quero que eles sofram”, desabafou.

Mineiro, Odilon chegou a Vigário Geral trazido por um outro pastor, que ele descobriu mais tarde, atuar como colaborador do tráfico. Comprou uma casa por R$ 12 mil e não queria que os filhos crescessem em meio a homens armados, mas só deixaria a comunidade depois que quitasse o pagamento do imóvel, que ainda não chegou à metade.

“Eles me criticavam porque eu não os apoiava. Certa vez, pediram para eu que socorresse um bandido ferido no meu carro, e eu disse que estava quebrado. Quiseram que eu levasse armas até Acari, e eu falei que jamais poderia fazer aquilo. Ofereceram frango de uma carga roubada, e não aceitei, mesmo só tendo feijão e arroz em casa. Eles diziam que outro pastor era um ‘braço’ deles e que, se eu não ajudava em nada, era porque tinha ligações com a polícia”, contou.

Polícia já tem pistas sobre três invasores da residência

No dia em que chegou a Vigário, Odilon foi ‘convidado’ a ir até a boca de fumo, onde teve que apresentar ao gerente geral do tráfico Carlos Eduardo Amorim de Oliveira, o Du Gordo, as certidões de nascimento das crianças, sua certidão de casamento, as passagens da viagem e a carteira que comprovava que era pastor.

O religioso pregava duas vezes por semana na favela e, nos outros dias, visitava comunidades, presídios ou igrejas fora da cidade. “Evitava passar perto deles, mas quando tinha que falar com os bandidos, chamava até de senhor. Meus filhos nunca brincaram na rua porque nosso mundo é muito diferente do deles, viemos da roça. Vi muita coisa triste, muita guerra, um inferno. As crianças nunca perceberam minha preocupação e agora, mesmo sem esquecer a humilhação, só quero ter paz”, disse ele, antes de carregar a Kombi que levou seus pertences para fora do Rio.

O pastor indicou os apelidos dos três bandidos que expulsaram a família, China, Pixinguinha e Átila. A polícia vai identificá-los para pedir a prisão por roubo, violação de domicílio, roubo no interior de residência, porte ilegal de arma e tráfico.

Fonte: O Dia via André Cotelli
http://andredecotelli.blogspot.com/

17/11/09

Falsos Mestres e falsas Vítimas



Estou começando a concordar com Paul Washer neste vídeo: quem segue as bestas da prosperidade não é vítima, mas cúmplice de um desejo que está completamente fora da Palavra de Deus.Por menos conhecimento teológico que uma pessoa possa ter, acreditar em um Deus office-boy é demais para qualquer ser humano com o mínimo de respeito pelo Pai! Não é parte de nossa racionalidade e nem dos nossos sentimentos crer em um Deus fraco, que pode ser chantageado e colocado contra a parede com meia dúzia de palavras mágicas e oferta de vale-refeição!Enfim, é preciso muito esforço para acreditar na teologia da prosperidade e outras asneiras, como quebra de maldição e confissão positiva: é preciso deixar o amor por Deus de lado. É preciso deixar o sacrifício de Cristo de lado. É preciso deixar o testemunho do Espírito Santo de lado. É preciso deixar a racionalidade de lado. Nunca vi uma vítima colaborar tanto com seu carrasco quanto vemos nesses cultos da prosperidade: é oferta, propósito, dinheiro, vale-refeição, carro, apartamento... Por isso, estou realmente começando a acreditar que são todos - líderes e fiéis - aliados para denegrir o nome de Deus sobre a terra até que Jesus volte em glória e em poder!
Fonte: Nani e a Teologia

http://nanieateologia.blogspot.com/

Uma epopeia abandonada


Robinson Cavalcanti

Dividimos a história do protestantismo no Brasil em três períodos: o consenso, o dissenso e o confuso.
A Era do Consenso (1855-1960) foi marcada pelas igrejas históricas de missão: congregacionais, presbiterianas, metodistas, batistas e episcopais (anglicanas), únicas no início, hegemônicas depois. Sob restrições de direitos no Império e discriminações e perseguições na República, os pioneiros adentraram o país ao lombo de burro, pregaram o evangelho, distribuíram Bíblias, fundaram igrejas e colégios, iniciando uma saga memorável. Essa epopeia se dá em um consenso evangélico da Reforma, e de movimentos como o puritanismo, o pietismo, os avivamentos e as missões. Movia-se pelo idealismo de uma fé superior, da democracia e do progresso. Une-se no apoio à Escola Bíblica Dominical, e na criação da Confederação Evangélica (1934-1964), quando o espírito do Congresso do Panamá prevalece sobre o Congresso de Edimburgo (1910), afirmando a América Latina como campo missionário. Restrições e dificuldades não impedem o crescimento quantitativo e qualitativo, o treinamento de líderes, a produção de um pensar nacional, a afirmação da ética, quando todos (salvo aspectos secundários) anunciavam a mesma mensagem. A chegada posterior do pentecostalismo não trouxe alterações na hegemonia dos históricos, em virtude do seu, então, isolacionismo. A Igreja Romana ia do regalismo, do ultramontanismo, e do integrismo (triunfalista) ao humanismo integral da Ação Católica. A presença do presidente Kubitschek no centenário do presbiterianismo, em 1959, e o encher do estádio do Maracanã no encerramento do encontro da Aliança Batista Mundial, em 1960, sinalizavam a consolidação do projeto e da presença protestante no Brasil.
A Era do Dissenso (1961-1990) viu as igrejas refletirem a Guerra Fria, as divisões entre esquerda e direita, e entre tradicionais, renovados e ecumênicos. A pneumatologia, com o movimento de renovação espiritual, fragmentou as igrejas históricas. O Golpe Militar teve um forte rebatimento no espaço eclesial, aprofundando conflitos, desmobilizando projetos, fomentando a alienação. A Confederação Evangélica -- órgão aglutinador e representativo -- é fechada. O fundamentalismo, antes marginal, cresce. Ao pentecostalismo de línguas se soma o de curas, menos isolacionista. O espírito do Congresso de Lausanne não emplaca. Uma amnésia histórica é promovida, quanto à dimensão social, cultural e política. As ações unificadoras ainda se dão via entidades paraeclesiásticas (ABU, MPC, Vinde, FTL, CBE). Há um lento e doloroso retorno das novas gerações aos espaços públicos: anistia, constituinte, diretas já, campanha presidencial de 1989. O protestantismo amplia a sua presença em termos geográficos e de segmentos sociais. A polêmica sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo reflui, com muitos históricos aceitando a contemporaneidade dos dons, e renovados e pentecostais revalorizando a história e a teologia. O pensamento norte-americano mais conservador invadiu nossas livrarias e seminários, atrofiando a reflexão nacional. A presença de líderes mais velhos e de alguns novos, ainda concede uma imagem de seriedade e de dignidade, mas o dissenso vai substituindo o consenso. A Igreja Romana conhecera o Concílio Vaticano II, com um misto de renovação, insegurança e divisões, e ia do aplauso ao Golpe Militar à militância de esquerda com a Teologia da Libertação.
A atual Era do Confuso (1991-?) assistiu à rápida expansão das seitas paraprotestantes pseudo(neo)pentecostais, da teologia da prosperidade e da batalha espiritual, do G-12, dos “decretos”, dos “apóstolos” e “bispos”, do “gospel”, do mercado religioso, da falta de ética, e de uma miríade de novidades, redes, métodos e macetes importados e pragmáticos, com o saber moderno substituído pelo sentir pós-moderno, individualista, subjetivista e de resultados, ao lado do sincretismo dos “encostos” e dos “descarregos”. Depois de um quarto de século do fim da Confederação Evangélica, se buscou a criação de um novo órgão aglutinador: a Associação Evangélica Brasileira (AEVB), quando as diferenças tinham se aprofundado e a fragmentação institucional (denominações e “ministérios”) atingido níveis escandalosos. Refletindo o personalismo da época, a AEVB foi montada em torno de um líder carismático e não de uma liderança coletiva. A crise do líder feriu de morte a instituição. Instalou-se, mais ainda, o caos, onde todos falam para alguns. O liberalismo teológico dominou algumas igrejas (IECLB, IEAB), cresceu a presença em outras, com setores do evangelicalismo abjurando de suas origens, e lideranças com suas convicções abaladas e “batendo fofo” diante da agenda GLSTB. Cresceu o misticismo nas massas e o secularismo nas elites. A Igreja Romana reprimiu a Teologia da Libertação e promoveu a Renovação Carismática. O Protestantismo deu lugar a protestantismos e “protestantismos”. A epopeia, inacabada, foi abandonada. Porém, para o remanescente fiel, a saga prossegue!

Fonte: Revista Ultimato

Espiritualidade e responsabilidade social


Carlos Queiroz

As comunidades de Jesus Cristo são chamadas à obediência na luta
pela justiça e na prática da misericórdia


Sempre que se fala de espiritualidade, pressupõe-se uma experiência humana no campo religioso e subjetivo da fé, alienada às demais experiências da vida. No cristianismo, quando se aborda sobre responsabilidade social, a ênfase recai no ativismo enquanto serviço prestado ao próximo, seja pela proclamação do Evangelho, seja pelas obras de misericórdia e justiça. Contudo, espiritualidade e responsabilidade social são eixos paralelos do mandamento principal das Escrituras: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo” (Mateus 22.37-39).

Assim, amar a Deus é uma missão espiritual, do mesmo modo que amar ao próximo é o exercício de uma espiritualidade missionária a serviço do outro. Estas duas manifestações cristãs evidenciam-se de forma interativa e interdependente. Por conta dessa interação, a espiritualidade cristã precisa sempre encontrar o seu caminho devocional em missão ao próximo. A espiritualidade pode ser entendida como uma experiência humana no campo da fé e a responsabilidade social e política, como uma resposta ética dessa mesma fé.

As relações sociais, políticas, econômicas e religiosas da sociedade em que estamos inseridos anunciam ou denunciam a espiritualidade desta mesma sociedade. Espiritualidade e responsabilidade social confluem-se na vida e natureza da Igreja de Jesus Cristo. De um modo geral, na cristandade, tem havido muita contradição entre a mesa do pobre e o altar suntuoso dos cristãos – e a falta de pão na primeira pode ser uma denúncia da ausência de espiritualidade no segundo. Acontece que a responsabilidade social cristã não pode tornar-se apenas um serviço voltado para o problema da falta de pão para os pobres, ao mesmo tempo que a espiritualidade não deve ser uma tarefa exclusiva em torno do altar.

Mais grave do que esta dicotomia é a constatação de que o cristianismo brasileiro, mesmo que numericamente significativo, não tenha conseguido responder, na mesma proporção de seu avanço quantitativo, às demandas de nossa sociedade, especialmente no que diz respeito à promoção da justiça. No contexto brasileiro, há várias práticas espirituais em diversas comunidades cristãs que evidenciam distorções e limitações na atividade missionária da Igreja. Se considerarmos a responsabilidade social e política da Igreja Evangélica como um desdobramento das práticas espirituais expostas nas vitrines no cenário religioso brasileiro, precisaremos rever com qual evangelho estamos comprometidos. Há uma espiritualidade de fetiche, marcada pela magia e crença no poder de objetos e amuletos. Nessa espiritualidade superficial e alienada do pão de cada dia para todos, a solução dos problemas e demandas da vida tendem a ser individualizada. Assim, a responsabilidade social da igreja tende a ser vista como uma interferência exclusiva pela via do milagre, e não como desdobramento de uma práxis evangélica transformadora.

Já outros grupos exercitam uma espiritualidade marcada pela supervalorização da estética em detrimento da ética. O serviço religioso é elaborado com todos os sinais externos de pompa e espetáculo. A espiritualidade é meramente ritualista, superficial, predispondo seus praticantes a uma missão que gira em torno do sucesso e popularidade de seus sacerdotes ou do reconhecimento de suas obras cultuais. A manjedoura, o jumento e a cruz são, no máximo, símbolos; mas os pobres recém-nascidos, os que possuem meios limitados de transportes e os que continuam em processo de crucificação em nada desfrutam de uma espiritualidade depreciadora da ética – isso quando a causa do pobre não é mera bandeira institucional e publicitária a serviço da imagem pública da instituição.

As comunidades de Jesus Cristo devem ser motivadas pelo amor a Deus e às pessoas, e não pelo amor ao dinheiro. Elas são chamadas à obediência na luta pela justiça e na prática da misericórdia. Para vencer o mal que se manifesta nas estruturas e conjunturas sociais, políticas, econômicas e culturais, elas buscam nos instrumentos estabelecidos pela sociedade civil os mecanismos para tornar a justiça um rio permanente. Numa democracia, as autoridades são todas as instâncias de poder para a prática do bem, conforme Romanos 13. Desse modo, uma igreja socialmente responsável se utilizará dos instrumentos democráticos para que a sua espiritualidade em missão tenha incidência nas políticas públicas, nos direitos do cidadão e nos testemunhos de boas obras e prática da justiça.

No Evangelho ensinado por Jesus, oramos no quarto secreto (tameion) ao Pai nosso que está nos céus, numa espiritualidade transcendente, pessoal e íntima que tem necessariamente implicações nas vivências públicas – afinal, a Igreja é o sal da terra e a luz do mundo. A oração ao Pai nosso é ao Pai da comunidade e na comunidade. Na Oração Dominical, quando se pede o pão nosso de cada dia, pede-se num gesto espiritual de oração por um bem social que pode ser acumulado ou socializado. Assim, espiritualidade e responsabilidade social são manifestações transcendentes e ao mesmo tempo inseridas nas realidades que vão se tornando história.

Fonte: Revista Cristianismo Hoje
http://cristianismohoje.com.br/

13/11/09

UM POETA NO CÉU - MORRE JORGE REHDER



Depois de uma dura batalha contra o câncer, faleceu na madrugada de sábado para domingo, 8 de novembro, o compositor evangélico Jorge Rehder. Um homem que marcou a história da música protestante brasileira. Das mais de 130 canções que o poeta compôs e gravou, estão “Barnabé”, “Rei das Nações”, “Em todo tempo”, muitas delas gravadas pelos Vencedores por Cristo e Grupo Logos. Além de suas canções, Jorge Rehder tem parcerias de composições com Guilherme Kerr, Nelson Bomilcar, João Alexandre, Carlos Sider e Jorge Camargo. Deus convidou Jorge para compor canções ao lado de compositores que também escreveram com raríssima propriedade sobre o verdadeiro Evangelho de Jesus, tais como Janires (falecido em 1988) e Sérgio Pimenta (1987).

Rehder tinha 54 anos e fazia parte da equipe pastoral da 1ª Igreja Evangélica Projeto Raízes, no bairro de Pompéia, em São Paulo, onde também coordenava o Ministério de Louvor daquela congregação. Ele foi um dos grandes nomes do Vencedores Por Cristo (VPC), onde iniciou sua carreira musical. Fundado no final da década de 1960 pelo pastor americano Jaime Kemp, recém chegado ao Brasil na ocasião, o VPC mudou para sempre a cara da Igreja Brasileira, com composições, letras e arranjos brilhantes de um grupo de “poetas geniais”. Rehder nasceu em 1956 em São Paulo e trabalhava como dentista. Era também um dos fundadores da Associação de Músicos Cristãos (AMC). Há anos participava como palestrante do Seminário de Adoração, Louvor e Música (Salmus), onde falava freqüentemente sobre Relacionamento e Liderança na equipe de Louvor.

O CD solo lançado em 2008, Porto Esperança (acompanhe abaixo o vídeo), marcou seus 35 anos de ministério. Jorge era casado com Marilda e pai de duas jovens, Marina e Carol. Foram elas e toda sorte de amigos que o acompanharam na descoberta da doença, um câncer de próstata, e depois quando o tumor atingiu o estômago. Desde sua morte, tem surgido centenas de homenagens na internet.

As composições de Jorge deram um toque especial a minha caminhada espiritual. Em muitas viagens de 10, 12, 14 horas de vôo muitas de suas composições me ajudaram a repensar a vida e a me aproximar de Deus. Jorge Rehder representou o melhor de um artista cristão. Sua vida não foi em vão. Suas composições também são imortais.

"É bom saber que um dia a gente vai se ver de novo”. Um de seus parceiros musicais mais freqüentes, o também compositor Nelson Bomilcar, disse durante o culto de sepultamento de seu amigo (realizado na sede do Projeto Raízes na tarde de segunda-feira, 9 de novembro), que “a Associação dos Poetas Verdadeiramente Vivos está aumentando lá no céu”.

Diversos nomes respeitados da música evangélica no país, dentre esses Gerson Ortega e Adhemar de Campos, também estiveram na cerimônia fúnebre. “Havia aceitação da vontade de Deus, mas muita tristeza entre todos. Ele era muito querido, mesmo!” disse um dos presentes.

Acessando o site de Nelson Bomilcar, você poderá conhecer um pouco do pensamento de um dos servos de Deus mais talentosos que pisou nessa terra, ouvindo suas palavras durante uma entrevista concedida ao amigo Bomilcar em 2005. Entre outras sábias palavras, Rehder repreende o músico que julga ter um ministério superior a qualquer outro na Igreja.

Nelson Bomilcar diz: "Abro neste espaço um momento para uma curta nota e comunicado. Jorge Rehder, querido amigo, irmão, pastor e compositor dos maiores da história da música cristã brasileira se foi para os braços do Pai. Foi promovido à presença eterna do Senhor."

Extraído de Bíblia World Net.
Via SDG - Soli Deo Gloria
http://pss777.blogspot.com/

04/11/09

E Se... - Stenio Marcius

02/11/09

Onipotência

Fonte: Blog do Orlandelli
http://blogdoorlandeli.zip.net/

Conhecemos o evangelho de Cristo?

Por Nani

Hoje deveria ser um dia especial, afinal em 31 de outubro de 1517 Lutero fixou suas 95 teses em Wittenberg.
Deveria ser especial, mas tenho dúvidas se realmente é.
Muito tem se falado da necessidade de uma nova Reforma. Acho que, na verdade, precisamos somente é ter o mesmo objetivo do século XVI: trazer o evangelho de Cristo novamente ao mundo. Você poderia dizer: Ah, Nani, mas o mundo já é evangelizado... E eu lhe respondo: Com qual evangelho?
Se o verdadeiro evangelho estivesse na mente e no coração das pessoas, as lutas que os reformadores enfrentaram seriam diferentes das nossas. Mas não são! Hoje ainda lutamos contra:

* a salvação pelas obras. Em nossa época, o eixo do paraíso mudou: saiu do céu para este nosso mundinho capitalista. Portanto, tentar se safar das dificuldades impostas pelo mundo (leia-se ser milionário) mediante pagamento ao pastor, é comprar salvação! A diferença da mentalidade medieval é que você usufrui as bençãos do paraíso capitalista antes de morrer. Isso sem contar ofertas "voluntárias" para ter seu nome escrito no "livro da vida" ou para não perder a salvação...

* as indulgências. Quem acha que vender o prego da cruz de Cristo é diferente de comprar réplica da arca da aliança, está enganado! O artifício é o mesmo, só que na Idade Média as pessoas tinham bem menos conhecimento disponível sobre a Palavra e um pouco mais de vergonha na cara.

O antídoto: como sempre o evangelho de Cristo. Mas que evangelho é este? Deixo para Paul Washer responder essa pergunta:


Fonte: Nani e a Teologia
http://nanieateologia.blogspot.com

01/11/09

Última resposta de Jó a Deus



"Então, em resposta ao SENHOR, Jó disse: "Eu reconheço que para ti nada é impossível e que nenhum dos teus planos pode ser impedido. Tu me perguntaste como me atrevi a pôr em dúvida a tua sabedoria, visto que sou tão ignorante. É que falei de coisas que eu não compreendia, coisas que eram maravilhosas demais para mim e que eu não podia entender. Tu me mandaste escutar o que estavas dizendo e responder às tuas perguntas. Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos. Por isso, estou envergonhado de tudo o que disse e me arrependo, sentado aqui no chão, num monte de cinzas." JÓ 42.1-6

Jonh Piper - Você Irá Sofrer.



Fonte: Pr. Julio Soder

http://prjulio.blogspot.com/


31/10/09

A MINHA ESPERANÇA PROTESTANTE

Antonio Carlos Costa
A presença de cristãos protestantes no nosso país me enche de esperança. Tenho motivos de sobra para isso. O verdadeiro protestante é um homem da Bíblia. E o contato com esse livro faz o ser humano sonhar e ansiar por se livrar de qualquer espécie de algema que o prenda. O cristianismo remete quem compreendeu e abraçou sua mensagem para a luta em favor da justiça. Nesse sentido, o movimento protestante é a vertente da fé cristã que melhor soube encarnar a essência do evangelho.

A história mostra que por onde o protestantismo passou (especialmente o calvinista), com raríssimas exceções, houve avanços em todas às áreas da vida. Na área da educação os protestantes erradicaram o analfabetismo, fundaram colégios e universidades. As universidades de Yale, Harvard e Princeton, por exemplo, foram fundadas por protestantes calvinistas. Na política os encontramos entre os maiores defensores de governos democráticos, edificados sobre leis justas e de espírito republicano. Mesmo um homem como Rousseau foi levado a reconhecer este fato ao falar sobre a vida do maior teólogo protestante, João Calvino: "Enquanto o amor à pátria e à liberdade não for extinto entre nós, jamais a memória deste grande homem cessará de ser uma bênção". Basta olhar para a história da Holanda, Inglaterra e Estados Unidos para comprovarmos o fato indiscutível de que essa fé tem produzido liberdade e defesa dos direitos humanos. No campo das artes embelezaram a vida com as composições de Bach e os quadros de Rembrandt. No campo da ciência fundaram a Royal Society de Londres e dominaram a Academie des Scienses parisiense durante o período de 1666 a 1883. Sucessivas pesquisas mostram que tanto as ciências físicas quanto as biológicas eram dominadas por calvinistas durante os séculos 16 e 17.

Não me envergonho de dizer que parte da minha esperança quanto ao futuro do Brasil, reside nesse crescimento de igrejas protestantes em todas as nossas cidades.

Se o protestantismo histórico brasileiro for mais fiel às suas origens, os milhares de pentecostais conhecerem o que houve no século 16 mediante o trabalho de Martinho Lutero e João Calvino, com a graça de Deus a probabilidade é grande de espantosas mudanças sociais ocorrerem no Brasil.
Antonio Carlos Costa é pastor da Igreja Presbiteriana da Barra e presidente do Rio de Paz
Fonte: Genizah

Reforma sim, Roma não!


Robinson Cavalcanti

O calendário do Livro de Oração Comum Brasileiro (LOCb) da Diocese do Recife – e da grande maioria das Igrejas evangélicas do nosso País – registra hoje a celebração do Dia da Reforma. Nesse ano em que comemoramos os 500 anos do nascimento de João Calvino, somos lembrados do fato de que a Reforma Protestante do Século XVI foi um dos mais importantes capítulos da História da Igreja, e que o 31 de outubro de 1517 foi um dos dias mais significativos desde o Pentecostes.

A comunidade protestante cada vez mais crescente da América Latina deve sua existência ao trabalho sacrificial de missionários, dos séculos XIX e XX, motivados pelas convicções e mensagem dos reformados. A denúncia e a ruptura dos “desvios, erros e superstições” da Cristandade, a afirmação da supremacia das Sagradas Escrituras, que todos devem ter a liberdade de ler, a recuperação da mensagem apostólica da salvação unicamente pela Graça recebida pela fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e o sacerdócio universal de todos os crentes, constituem um tesouro verdadeiro, valioso e inegociável.

A América Latina, por um lado, com uma Cristandade tradicional nominal e sincrética, é, por outro lado, um continente credal, e sua comunidade protestante, em quase sua totalidade, é ortodoxa, e continua a crer que os erros e desvios doutrinários dos ramos não-reformados da Igreja, no Oriente e no Ocidente, permanecem inaceitáveis. Compreendemos o sofrimento espiritual dos cristãos que vivem no espaço euro-ocidental marcado pela influência destruidora – espiritual e moral – do Liberalismo revisionista, e aos mesmos afirmamos a nossa solidariedade.

Em nosso continente o Liberalismo nos chegou, principalmente pela Igreja de Roma, via Teologia da Libertação. Das 600 mil pessoas que deixam a Igreja de Roma anualmente no Brasil, a grande maioria não se torna secular, ou adere a religiões não-cristãs, mas, pela experiência libertadora no novo nascimento, se converte a Cristo no contexto das Igrejas reformadas, tanto históricas quanto pentecostais.

Como anglicanos brasileiros, reivindicamos a memória o sangue dos mártires, como Cranmer, Latimer e Ridler, e a herança da paixão reformada missionária dos pioneiros nesse País, como nosso primeiro bispo Lucien Lee Kinsolving. A crise por que passa o Anglicanismo hoje não se solucionará com o retorno ao outro lado do rio Tibre, mas ao cruzar a ponte do rio Cam(bridge), aos apaixonados debates da Taverna do Cavalo Branco. Devemos nos tornar mais protestantes, e não menos. Reforma Sim, Roma Não! “Castelo Forte é o nosso Deus!”.

Fonte: Pavablog

30/10/09

Lágrimas pelo Evangelho



Edemir Antunes

Quando os seus esforços para promover o perdão, a unidade, o cuidado, a reconciliação e o entendimento a partir do Evangelho não dão resultados... ame, acarinhe e ore mais em favor das pessoas embrutecidas por suas escolhas, seus pontos de vista, orgulhos e vaidades. Não se abalem. Não cedam ao mal. Não se prestem a abusarem do poder. Mantenham-se fiéis a Jesus Cristo e não a estes “cristinhos” canalhas, barganhadores e ridículos forjados por estas “igrejinhas” medíocres, sacrificialistas, punidoras, descompromissadas e distantes de Deus. Abram seus corações ao Espírito Santo e Ele lhes dará consolo, alegria e força. Guardem seus corações no Senhor. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Permaneçam firmes Naquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Graça, paz e bem!

Fonte: Ademir Antunes
http://edemirantunes.blogspot.com/

29/10/09

Sagrado - Rede Globo